segunda-feira, 30 de maio de 2011

Declaro aberta a temporada de caça

Depois de tentar com tanta força ser alguma outra coisa, eu descobri que só precisava ser eu mesmo.
Não pros outros, mas pra mim. E que eu precisava me bastar.
Eu como sujeito ativo e único responsável pela minha felicidade. Pela minha vida.
E sem todo aquele velho teatro, toda maquiagem, todo jogo de sombra e luz e enganação, eu me vi. Eu vi o que tinha perdido a muito tempo.
Mas é lógico que ele não ficou ali parado por muito tempo. Não... Assim que me viu, fugiu assustado, como a criatura selvagem e arredia que é... Que sou.
Mas a simples consciência de que ele... de que eu ainda existo em algum lugar, foi o suficiente pra me encher de esperanças.
Um dia estaremos lá, olhando nos olhos um do outro... Eu e eu. E tudo que é verdade será dito. Mas essas coisas levam tempo.
A vida é curta e eu tenho pressa.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Perdi a graça de escrever, mas talvez seja porque eu inteiro esteja perdendo a graça.
To me sentindo uma pessoa tão... tão... vazia... Tão chata...
Faltando emoção forte, motivação pra vida, cor.

No processo de tentar abandonar meus exageros, acho que me perdi...
Alguém tem uma lanterna?

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Das besteiras que eu faço

E no meio de um devanio de febre e sono ninguém vai poder julgar o que eu escrevo...
Remédios, cansaço, doença e a loucura - pior que a habitual, porque dessa vez eu fiz algo bem errado de verdade - brigam pelo controle do meu corpo que insiste em não se entregar completamente a nenhuma dessa entidades, mas a todas elas de uma só vez.
Parece que eu vou rasgar.
Que alguma coisa vai brotar de dentro de mim junto com essas lágrimas e esses soluços e me machucar de uma forma tão violenta que eu não vou sentir mais nada disso...
Dizem que "Quem procura acha", mas a verdade é que eu queria não ter encontrado nada. Nem falado nada. Nem ter sido tão ingênuo de achar que essa minha procura ia ficar impune.
E cá estou de novo, no meio desse turbilhão de coisas que sempre me cercou.
Fazendo uma bobagem atras da outra e amando demais, só que da maneira errada...
Tossindo até quase vomitar e suando de febre, com o rosto vermelho e molhado pelo choro convusivo.
Deprimente
e patético.
Nos poucos momentos que consigo me acalmar, fico sentindo o sangue correndo desesperado pelas veias e me perguntando se serei capaz de reparar de alguma forma esse estrago.
Só mais um trago, e eu vou dormir...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Eu acho injusto não conseguir saber o que você pensa.
Principalmente porque você fala tão pouco!
E eu sei que pareço achar que estou sempre certo, mas a verdade é que eu sempre acho que fiz alguma coisa errada...

Sobre a morte

To com um sentimento engasgado, pra variar...
Um choro que vem vindo aos pouquinhos desde ontem, a princípio sem muita explicação e acompanhado de uma espécie de pânico...
Foi começando a tomar forma, e me parece que meu medo é da vida.
Essa tristeza de pensar que um dia vai acabar e não saber nem se tem alguma coisa depois. A gente vai vivendo, estuda, arruma um emprego, encontra uma companhia e vai fazendo mil coisas que as vezes a gente nem queria pra poder se manter até um dia um câncer começar a te comer aos poucos, ou um infarto te levar de uma vez...
Cruel pra caralho.
E eu to com medo de não ser bom nisso...
A faculdade tá me espancando, eu tenho tentado me imaginar trabalhando com psicologia. Não to conseguindo. Nem psicologia nem nada.
E essa voz martelando na minha cabeça: "Você precisa fazer alguma coisa. Você não serve pra nada. Você precisa ser alguém. Você vai morrer."

sábado, 7 de agosto de 2010

Onde Vivem os Monstros

"Happiness is not always the best way to be happy."

Eu tenho me sentido feliz. Bem disposto. Saudável.
Encontro as pessoas. Converso. Faço minhas obrigações. Me exercito. Sorrio.
As vezes tenho a impressão de ter me perdido na minha própria vida e sinto falta do meu vazio e das minhas lágrimas... E numa madrugada de sexta pra sábado qualquer eu me isolo do mundo e vou assistir alguma coisa que seja poética, bonita ou triste pra poder chorar até doer e me lembrar de quem eu realmente sou.

terça-feira, 6 de julho de 2010

E o blog tá meio abandonado porque estou feliz. Qualquer dia eu tento escrever feliz pra ver como é...

sábado, 29 de maio de 2010

Sabe quando você PRECISA escrever mas não consegue?
Tem alguma coisa entalada.
Um monte de sentimento que quer virar palavra mas tá com medo...
É um caminho sem volta, essa coisa de verbalização. Dar um nome, um sentido.
A gente pode acabar bagunçando tudo.
Acho que é isso.
Quando eles estiverem confortáveis em aparecer assim, eu volto.