Depois de tentar com tanta força ser alguma outra coisa, eu descobri que só precisava ser eu mesmo.
Não pros outros, mas pra mim. E que eu precisava me bastar.
Eu como sujeito ativo e único responsável pela minha felicidade. Pela minha vida.
E sem todo aquele velho teatro, toda maquiagem, todo jogo de sombra e luz e enganação, eu me vi. Eu vi o que tinha perdido a muito tempo.
Mas é lógico que ele não ficou ali parado por muito tempo. Não... Assim que me viu, fugiu assustado, como a criatura selvagem e arredia que é... Que sou.
Mas a simples consciência de que ele... de que eu ainda existo em algum lugar, foi o suficiente pra me encher de esperanças.
Um dia estaremos lá, olhando nos olhos um do outro... Eu e eu. E tudo que é verdade será dito. Mas essas coisas levam tempo.
A vida é curta e eu tenho pressa.
